Aprender a ler e escrever também é um exercício

Em outubro de 2025, Ramon Dino (30 anos) se tornou o primeiro brasileiro a vencer o principal campeonato de fisiculturismo mundial, o Mister Olympia, na categoria classic physique. Para conquistar este feito, Ramon treinou bastante nos últimos nove anos para que seus músculos crescessem e ganhassem a definição que lhe rendeu a premiação.

De forma análoga, o crescimento na alfabetização também exige a prática do exercício, do treino, da repetição (estratégica)… Todos aqueles que, hoje, são leitores (incluindo você que está lendo este texto neste momento), já foram, um dia, pessoas que não sabiam a diferença da letra A para a letra B. Mas este aprendizado foi conquistado a partir do estudo, independentemente se durante a infância ou não. Estudar também é um exercício: um exercício mental.

Contudo, um músculo não cria definição da noite para o dia, e uma criança não sai lendo toda a saga Harry Potter após uma semana indo para as aulas de alfabetização. O exercício, por si só, é inútil. Ele só funciona se, com ele, também for atrelado a disciplina, a paciência e a estratégia. Este é o segredo para se atingir resultados a longo prazo, como um corpo escultural ou uma leitura prazerosa com boa interpretação de texto.

Mas se, durante o exercício, estiver difícil para executá-lo, por qualquer motivo que seja, é extremamente importante pedir ajuda para executá-lo com segurança. Do contrário, a pessoa pode se machucar, se lesionar… Este exemplo é fácil de imaginar em um cenário de academia, mas também acontece no ambiente escolar. Quando a criança tem dificuldade para aprender a ler e escrever, ela pode se machucar sentimentalmente, ficar desmotivada, achar que é “burra”, reprovar, desejar abandonar a escola…

Aprender é um processo, e todo processo tem um começo. Mas se esse começo está difícil, tudo bem buscar ajuda para enfrentar essas dificuldades, principalmente se essa ajuda vir de um especialista.


Fonte: O Globo